25/12/2025

ELÉTRON ELEKTRONO

 


ELÉTRON

Meio da noite, silêncio da madrugada,

o sol da metáfora incendeia. O açoite

da fantasia na diáspora do dilema

explode. Poesia se veste de poema: 

"(...) raia sanguínea e fresca a madrugada"

estou em mim de mim presente, mas saio.

Autor pressente o raio - faísca de duas ideias -

nunca antes formaram par, enfim,

com esse raio cai o poema em si,

cai o pano - o poema é sempre tecido

para ser dilema. Sem nunca antes ter sido,

nasce num átimo. Como o instante

sabe se está ótimo: o leitor o cante

como elétron no átomo cintila e rasga o fino

vaporoso véu do instante. Se cantado, vira hino

em sua métrica ligeira e, galopante, corre, menino,

para quem o queira - poema, menino gigante!


ELEKTRONO

Meze de la nokto silento de frumateno

la sun' de l' metafor' bruliĝas. La skurĝon

de l' fantazi' en la diaspor' de l' dilemo

eksplodas. Poezio sin vestas de poemo: 

"radias sanga kaj freŝa la frumateno"

mi ĉeestas en mi, sed foriras.

Aŭtoro antsentas la radion  - sparko de du ideoj -

neniam antaŭe iĝis paro, fine,

simile al tiu radi' la poemo falas en si

finfine la poemo estas ĉiam teksaĵo

sen dilemo estinte neniam antaŭe

naskiĝas subite kaj ajnamomente

scias, ĉu bonegas: la leganto kantu ĝin 

kia elektrono en atomo trem-brile disŝiras la mincan

diafanan vual' de l' momento. Kantite, iĝas hinno

per fulma metriko galopas, kuras, knabo,

al kiu ĝin volu - poemo, giganta knabo!

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