09/06/2026

DESTRUIÇÃO RECONSTRUÇÃO




Enquanto me escrevo me destruo partes indizíveis
reconstruo aquelas em segredo
que porque não digo escancaro e criptografo
num mesmo movimento.

Um pouco antes, ágrafo. Durante e então, enxurrada.
Logo depois, liberto escravo...

Escravo do que escrevo, liberto do que oprimia,
desperto e agora me atrevo
a não dizer o que escondia...

**********

Dum mi min priverkas nedireblaĵojn detruas  
kaŝe rekonstruas 
kiujn, ĉar mi ne diras, malfermegas kriptografe
en nura sama movo.

Iom antaŭe, neniu grafio. Dŭme kaj tiam, torenta akvo.
Tuj poste, liberigita sklavo...

Sklavo de mia verkaĵo, libera de kio min premis,
vekiĝinta mi nun aŭdacas
ne diri tion, kiun kaŝadis...

OPUS MAGNUM

 


da polifonia do texto
o pretexto para a sinfonia
da polissemia do poema
o teorema da poesia

da harmonia rítmica do metro 
o casamento alquímico
dos nossos lábios e genitais
transmuta o que ainda chumbo
em ouro alquímico e paz
perfuma o atanor
ainda mais o nosso amor

**********************

el la tekstopolifonio
preteksto al simfonio
el multsignifa poem’
la poezia teorem’

de l’ harmonio metroritma
la alkemia edziĝo
de niaj lipoj kaj naskig-organoj:
kio ankoraŭ plumba ja transmutacias
en alkemian oron pacan
parfumas ankoraŭ plie
la ujon viglan de nia am’

DESENCANTO - SENILUZIIĜO

 💔 💔 💔


DESENCANTO

à moda de Manuel Bandeira (*)


faço poemas como quem cora

tão desatento ao desencanto

pecha do livre que nos devora

sois emotivo e duro e pranto


poema range ruge o dente

retesa o espaço em morse vão

mas morse é morte (ninguém entende)

e quem entende não fala não


e este poema de angu na boca

assim quisera estar de porre

cantar mais livre a verdade toda


        - mas faço versos como quem corre…



 💔 💔 💔


SENILUZIIĜO

simile al Manuel Bandeira (*)


honte mi poeziumas

malzorgata seniluzi’

misvoras libero misa

trosentemon ploron umas mi


roras kaj grincas tiu poemo

spaco streĉa (nur vana kodo)

mortanta kodo nur morsa kodo 

komprenemulo silenta emo


tiu surbuŝa kaĉ' el farun'

ĉu emas poemo al ebri'?

tutan plenveron ni kantu plu


        - kuro-simila poezi'…


(*) Manuel Bandeira (1886-1968) estas brazila poeto de modernismo iel romantisma. La originalan poemon oni konsideras metapoemo, tio estas, poemo celanta priskribi la proceson mem de la beletra kreado.


AMOR DE CAMA E MESA - LITA KAJ TABLA AMO

 


AMOR DE CAMA E MESA

a poesia bote a mesa

a poesia brote à mesa

a proeza o bote a cama

a pureza brote a cama

a poesia firme acesa

a poesia afirme-a tesa

a princesa a teia a cama:

equilibrada ente sim e não

a amada ateia a chama

inflama cama e mesa

à chama conte com tesãããããão

 

 

LITA KAJ TABLA AMO

poezio preparu tablon

poezio ĝermu ĉe tablo

heroeco boato lito

la pureco ĝermu ĉe lito

poezio firmu eklumiga

poezio asertu sin streĉa

princino teksaĵo lito:

amatino flamon ardigas

inflamigas liton tablon

al flamo rakontu

kun seks-arrrrdo

06/06/2026

O QUERERES - PRI LA VOLO

 


O Quereres

Caetano Veloso

Tradução ao Esperanto: Paulo Pereira Nascentttes

Totalmente Demais


Onde queres revólver, sou coqueiro
Onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alta, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão

Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! bruta flor do querer
Ah! bruta flor, bruta flor

Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock'n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
Onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim

Pri la volo

Kanto de Caetano Veloso 1984

Fonto: LyricFind

Komponisto: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso

Muzikteksto de “O quereres” © Warner Chappell Music, Inc

Traduko: Paulo Pereira Nascentttes

 

Revolveron vi volas, mi, kokoso

Kie mi, nur deziro, ja ne vi

Kie flugas vi alta mi, plafon’

Premas vi la plafonon, anim' saltas

Kaj ĝi gajnas liberon je senfin’

Romantika min volas, mi, burĝul’

Se vi volas eŭnukon, vir-ĉeval’

Kie vi volas jes kaj ne, ver-ŝajn’

Kie volas vakeron, mi nur ĉin’

Kie volas vi agon, mi, spirit’

Kie volas teneron, mi, seksard’

Kie volas liberon, deksilabas

Se vi volas plezuron, dolorig'

Fari mildan katenadon al ni du

Vidu, celis embuskon al mi am’

Mi vin volas, vi ne, kia jen mi

Ne vin volas, nek vi kia jen vi

Kie volas mitingon, mi, bilard'

Se romanon vi volas, rokenrol'

Kie puran naturon, inset-murd'

Kie volas misteron, mi la lum’

Kie bordon vi volas, tuta mondo

Kie volas Karesmon, Februaro

Kie volas kokoson, mi obus’

Pri en mi kio estas malegal’

Volas bonon malbonon mi al vi

Absolute he mi persone aŭ

Kaj, pro ĉi-volo, tuta lern' el vi 



CICLOS NA VIDA, NA DEP, NA VIDA - VIVOCIKLOJ EN DEP, EN VIVO

 


CICLOS NA VIDA, NA DEP, NA VIDA

(Paulo Pereira Nascentttes)

Manhã do novo dia após a transição,

madrugada, alvorada, madrugada:

da noite e seu açoite ao dia por nascer,

do meio-dia de novo à meia-noite

e de novo o novo alvorecer.

 

Da pequena morte do ego e seu apego

chego ao raiar do novo dia.

Do ego me desapego, do arredio

desembarco na fonte da paciência,

levo meu bardo, meu barco

de novo à ciência da paz:

a paciência que jorra da consciência

tem por codinome não a fome do ego,

mas a paz que perfaz o maná

e a manhã da nova consciência.


VIVOCIKLOJ EN DEP, EN VIVO

Mateno de nova tago post transiro

maten-ruĝo, frumateno, maten-ruĝo:

de l' nokto kaj skurĝo al naskiĝonta tago,

de l' tagmezo denove al noktomezo

kaj denove jen nova maten-ruĝo.

 

De l’ eta egoa morto kaj alligo

alveno al novtaga radio.

de l’ egoo al mallig’, de l’ foriĝemo

elbarkiĝas mi en la fonto de pacienco,

portanta mian bardon, mian barkon,

denove al mia paca scienco:

la ŝprucanta pacienco de la konscienco

kies kodnom’ ne estas la malsato de l’ egoo,

sed la paco kiu elfaras la manaon

kaj la matenon de l’ nova konscienco.

19/05/2026

DEFASAGEM - MALAKORDO

 


DEFASAGEM

Ano da graça: 1949 me sinto um urso

nascido analógico por desgraça

me querem digital no ano em curso

crise de identidade agora e-digital, 

fulano de tal constato atônito

sem qualquer enleio: meu correio

é eletrônico, se chama imeio:

em inglês, e-mail

antiga, a CNH esnoba

agora e-CNH nesse imbróglio

eu, nascido analógico, me vejo

completo analfabeto digital

bêbado, pisca meu percurso 

analógico, ilógico, tetraplégico:

ser analógico já não conta

criptografia de ponta a ponta

por mais que erre, a câmera 

aponta o código de barra

em farra, agora código QR!



MALAKORDO

Graca jaro: 1949 min sintas mi urso

naskiĝinta analogia, malfeliĉe

min oni volas cifereca dum la jar’ en kurso

identeca krizo nun e-cifera, 

iu ajn mi konstatas konfuza

sen ajna ravo: mia poŝto

ja ret-poŝto nomiĝas “imeio”:

en la angla e-mail


eksmoda stirpermisilo freneze

iĝis e-permisilo en tiu imbróglio

mi, naskiĝinta analogia, min perceptas

tute cifereca analfabeto

mi stumblas ebria

dum la cifereco de mia irvojo 

analogia, senlogika, paralizata:

esti analogia ne gravas

de pinto al pinto kriptografio

ju pli malprave

kamerao sin direktas al stri-kodo

mi troas: nun pli moderna kodo!

09/05/2026

APORIA II APORIOII

 

APORIA II

Tem essa pele que arde e coça,

mãos e unhas assassinas

raiva sem nome sem tino

essa carnificina


Olhar assustado do menino

a virar moço, suor, esforço

pra ser o primeiro da classe

ah! se o rapaz falasse:

por que tanto alvoroço?

onde o fim do poço?

onde enfim o desenlace

desta e de tantas batalhas?

ao primeiro da classe 

no peito, as medalhas,

todo o bônus, todo o crédito

e o mote militar: 

ao primeiro lugar

"honra ao mérito"


Ao menino desejo o melhor

ao moço menos alvoroço

ao rapaz, agora adulto,

nesse Natal, o indulto:

ser compaixão, amor adulto

sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo,

sinto muito, sinto muito!


APORIO II

Jen tiu haŭto ardas, jukas,

murdantaj manoj, ungoj,

sennoma freneza kolero

tiu multmortigo


Ektimiga rigardo de l' knabo

preskaŭ junul', ŝvito, la penado esti la unua de l' klaso

ha! se parolus la junulo:

kial tioma konfuzo?

kie la fino de l' puto?

kie finfine la solvo

de tiu, tiomaj bataloj?

a la unua de l' klaso, 

sur la brusto, medaloj,

ĉiu profito, kredito

kaj milita devizo: a la unua ulo, "honoro al merito".


Al la knabo plej bonon deziras mi

al junul' malpli da konfuz'

al junul', nun plenkreskul',

ĉi-Kristnaske, la amnestion:

iĝi kompato, matura amo

mi multe sentas, min pardonu, mi dankas, amas vin,

mi multe sentas, multe sentas!



FRIOZINHO NA BARRIGA - EKSCITO

 

FRIOZINHO NA BARRIGA

        Pego caneta e papel. Começar como? Tô nervoso: vou fazer palestra e aula sobre a metodologia Escrita Essencial. Pára com isso! Isso você tá careca de fazer! Eu sei, mas dá um friozinho na barriga. Sabe o espaço entre o trampolim e a entrada na água da piscina? Pois é! Tudo vem à tona de forma desordenada. A água está, gelada, fria ou quentinha? Quem tinha que pular do trampolim? Desistiu? Fazer texto parece com isso, aquele frio, mão gelada, cabeça quente. Por onde começar? Até quem é macaco velho fica meio aflito diante do universo da folha em branco em confronto com o universo em nós. Multidão de ideias, mas como começar?

        “Retomada”, (https://discografia.discosdobrasil.com.br/discos/vos), poema meu que o amigo, poeta, compositor, músico, maestro Flávio musicou. Ouvi gravação caseira, tipo voz e violão. Fiquei em êxtase! O poema ganhou melodia, compasso, ritmo, a bossa da música. Depois Flávio produziu o CD “Voz”, gravado por Giselle Sprovieri, cantora de Brasília. Faltava uma canção. Ele se lembrou da nossa. E mandou a gravação caseira para ela. Ela amou! "Resolvido! Temos já a última faixa do CD!". Ouviram? O que acharam da canção “Retomada”? As outras dez, também maravilhosas, Algumas estão no You Tube. Vocês têm todos os dados! Pesquise e curta a voz da cantora!

    Mando o convite quando o Flávio estiver com novo show! Só me pedir. Vale a pena! Aliás, como disse Fernando Pessoa, “tudo val a pena se a alma não é pequena!

[Obs. Produzido no curso Escrita Essencial 1]

 

EKSCITO

        Krajonon kaj paperfolion mi prenas. Sed, kiel komenci? Mi estas nerva: mi prelegos kaj lekcios pri la metodologio Esenca Verkado. Haltu tion! Vi ege scias fari tion! Jes, tamen mia ventro malvarmetas. Ĉu vi konas la spacon inter salto-tabulo kaj la momento eniri en la akvon? Jen! Ĉio malorde venas al mi en la kapo. Ĉu la akvo estas malvarma, glacia? Ĉu varmeta? Kiu devis salti de la salto-tabulo? Ĉu rezignis tion? Verki tekston similas al tio, jen malvarmo, frosta mano, varma kapo. Kiel komenci ĝin? Eĉ spertulo restas duon-aflikta antaŭ blanka paperfolio kompare la universon en ni. Tro da ideoj, sed kiel komenci?

        “Reo”, (https://www.brazilamuziko.com/2020/03/reo.html), poemo mia muzikigita de amiko, poeto, komponisto, muzikisto, reĝisoro Flávio Fonseca. Mi audis la registron kun voĉo kaj gitaro kaj gapis, ĉar la poemo gajnis melodion, takton, ritmon, la tuŝo de la muziko. Poste Flávio produktis la KD-on “Voz” [Voĉo], registrita de Giselle Sprovieri, kantistino de Braziljo, kaj mankis unu kanton. Li memoris pri nia kanton kaj sendi al ŝi la hejman registron. Ŝi amis ĝin kaj diris: Solvite! Jam ni havas la lastan bendon de la KD. Nun, post ĝin aŭdi, kion vi opinias pri la kanto “Retomada”? La aliaj dez vendoj estas mirindaj, kelkaj disponeblas per Jutubo. Vi ĉiuj havas ĉiujn datumojn por esplori kaj ŝati la voĉon de la kantistino.

    Mi sendos la inviton kiam Flávio refoje spektaklos. Sufiĉas min peti. Valoras la penon! Cetere, l Fernando Pessoa, “ĉio valoras la penon, se la animon ne estas malvasta!”

[Rim.: Produktita dum la kurso "Escrita Essencial 1", Esenca Verkado 1]


19/04/2026

O FASCÍNIO DO "CÉU DE SANTO AMARO" - LA SORĈO DE “CÉU DE SANTO AMARO”

 


O FASCÍNIO DE “CÉU DE SANTO AMARO”

Paulo Pereira Nascentttes

                “Céu de Santo Amaro”, canção de Caetano Veloso e Flávio Venturini, figura como uma das minhas prediletas. A música foi inspirada no “Arioso” da Cantata BWV 156, de Johann Sebastian Bach e a letra é pura poesia. Sinto um enorme enlevo cada vez que ouço essa obra prima do cancioneiro nacional. Sinto o barulho gostoso do desmoronar do muro ente o popular e o erudito. Muro que jamais deveria ter sido erguido: afinal, a fronteira, além de desnecessária, é falsa e ilusória.

                Mas, os sentimentos que em mim afloram tocam o fundo da alma, como costuma acontecer no contato com a arte, a poesia, a melodia de uma boa música. Caetano e Venturini superam minhas expectativas ao falar do amor que me invade e envolve, quando também “olho para o céu”, “o universo em mim”, “a alegria de um pássaro em busca de outro verão”. Quanto lirismo! Quanta beleza! Acabo me sentido o pássaro em voo para o infinito em mim. Voo em busca de outras primaveras também.

                Como não bastasse, bateu a vontade de viajar e ouvir essa canção pisando as areias inspiradoras das praias de Santo Amaro, onde deitado, possa sentir o a magia do “Céu de Santo Amaro”.

[Produzido no curso "Escrita Essencial 1", ministrado por mim]


LA SORĈO DE “CÉU DE SANTO AMARO” [ĈIELO DE SANKTO AMARO]

Paulo Pereira Nascentttes

                “Ĉielo de Sankto Amaro”, kanto de Caetano Veloso kaj Flávio Venturini, figuras kiel unu el miaj preferataj. La muziko estis inspirata em “Arioso” de la Kantata BWV 156, de Johann Sebastian Bach kaj la liriko estas plena je poezio. Mi sentas enorma sorĉo ĉiam, kiam mi aŭdas tiun majstroverkon de la nacia kantaro. Mi sentas la gustuman bruon de la ruinigo de la muro inter la stiloj popola kaj erudicia. Muro kiu neniam devus esti starigita: fine, la land-limo, krom malnecesa, estas falsa kaj iluzia.

                Sed, la sentoj, kiuj ĉe mi eliĝas tuŝas la de mia animo, kiel kutime okazas dum la kontakto kun la arto, poezio, la melodio de bona muziko. Caetano kaj Venturini superas miajn esperojn parolante pri la amo, kiu min invadas kaj envolvas, kiam ankaŭ mi “rigardas la ĉielon” “la universon en mi”, “la ĝojon de birdo serĉe de alia somero”. Kiom da lirismo! Kiom da beleco! Mi eksentas min la flugantan birdon al la senfino en mi. Flugo serĉe de aliaj printempoj ankaŭ.

[Produktita en la kurso "Esenca Verkado, gvidita de mi!]

DESTRUIÇÃO RECONSTRUÇÃO

Enquanto me escrevo me destruo partes indizíveis reconstruo aquelas em segredo que porque não digo escancaro e criptografo num mesmo movimen...