01/12/2024

ĈU POEZIO NECESAS - POESIA É NECESSÁRIA

 








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Ĉu poezio necesas, tion diru leganto,
Resultado de imagem para poesia necessáriane la poeto, ĉar vanto malbona elekto
Poeto pri sia teksto ne pretekstu
esti mistero: vere plurdimensia
nia Esto estas ni, nesto, kesto, koro poezia.

Resultado de imagem para poesia necessária
Ĉu poezio necesas diru Poezio mem
ne la poeto, tiu sekreto ŝajnas
sfinksa dilemo: deĉifru min
aŭ vin mi voros - la kreemo
de l’ poeto ŝvitas tra ĉiuj poroj,
ŝajnas silenta krio, ŝajnas ia senfin’. Ĉu poezio necesas? temposparke
kvazaŭ onia fuŝo ĉesas jes ĝi tro necesas!
- El kie poemo venas ja Poezio plenas!

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Poesia é necessária? diga o leitor,
Resultado de imagem para poesia necessárianão o poeta vaidade má escolha
poeta sobre seu texto sem pretexto
de ser mistério multidimensional sim
nosso Ser ninho cesto coração da poesia
Resultado de imagem para poesia necessária

poesia necessária? diga a poesia mesma
não o poeta tal segredo
eis dilema de esfinge me decifre
ou te devoro - a criatividade do poeta
sua por todos os poros
grito silencioso algo sem fim poesia necessária? num átimo
como sumisse a balbúrdia sim necessária demais!
de onde o poema vem
poesia é plenitude!

29/11/2024

 ✍  


POETA

teu olhar descabelado 

verticaliza horizontes 

marinhos

sem que as naus despenquem 


tua linguagem desmiolada 

subverte ocasos cálidos 

sem que o caos se instale 

astros se desabem

tua linguagem desmiolada

subverte ocasos cálidos

sem que o caos se instale

astros se desabem

teu ser descompasso

abre-se em espaços únicos

sem que o tempo vário

deixe de ser vário

e uno!

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POETO

via nekombita rigardo

vertikaligas horizontojn

marajn

sen ŝipofaligo


via ventokapa lingvaĵo

reversas sunsubirojn varmajn

sen kaoso-instaŭro

astrokolapsado


via sentakta esto

malfermas nurajn spacojn

sen tempo diversa

ĉesu sin diversa

unuo!

POEZIECO - POETICIDADE

 


POEZIECO

kia ecas Poezi’? kiel koloras ĝi?

ĉu blankas Poezi’? ĉu violas ĝi?

kiom poemo ecas? kiom Poezi’ necesas?

ĉu poeziumas vi? ĉu poezias poem’?

ĉar tion ne scias mi, daŭre demandi decas?

ĉu eble poezifonto ĉesas? ĉu kvazaŭ ino

ŝajnas ĝi sen ajna fino?

 

kiom koloras poemo se ne venas el ĝi

emo, emocio, ia tremo?

kiujn atingas poemo se ĝi ruĝas?

oranĝkolora, ĉu poemo staras?

kion se ĝi flavas?

kion oni perdas se poemo verdas?

se poemo ĉielbluas, kies flugo fluas?

kion pri l’ indiko de poem’... indigo

revene al l’ komenco, se poem’ violas

sia eco ĉu pligrandiĝas?

kie kuŝas Poezio se ne sine de Spirito?

 

POETICIDADE

Poesia que qualidade tem? tem alguma cor?

será branca a poesia? e se violeta for?

quanta qualidade o poema? Poesia quão necessária?

você coisa Poesia? quão de Poesia o poema em si?

como não sei isso, volto à pergunta do início?

pode secar a fonte da Poesia? ou como o feminino

parece sem qualquer fim?

 

quanto no poema é cor se não instiga

rumo, emoção, algum tremor?

quem o poema atinge se vermelho finge?

alaranjado, fica poema de pé?

se amarela como é que é?

quanto se perde num poema verde?

se azul-celeste, que voos fluem ao Leste?

(terá quem Oriente?)

qual a indicação do poema azulão?

se o poema violeta for qualidade maior então?

onde repousa a Poesia, de onde veio

se não do seio do Espírito?

DISSIMULÁBIOS - DULIPE

  


DISSIMULÁBIOS

me encanta em ti

pé mão

demais monossílabos

de jeito cutuco

peito púbis

demais dissílabos


penetro teu recesso

            teu recato

            que sucesso!

fico até... polissílabo


DULIPE

min ravas ĉe ci

lip' man'

ceteraj unusilaboj

instigas min

sino pubi'

ceteraj dusilaboj

penetras mi

in-timon

sekreton

kia sukces'!

iĝas mi eĉ... plursilaba

 🌞

COLHEITA

quando piso em folhas secas

caídas daquela árvore

eu me sinto bicho

me sinto símio

cacto peixe anêmona

pterossauro lêndea lesma

incerto me vejo inseto

serpente batráquio anfíbio

sou larva mosquito

pupa crisálida abelha

natura cultura sistema

entro saio do tema

oscilo borboleteio

do ego-sistema enfim

o ecossistema veio

agora sei: me sinto

ponto fora da curva


na nova casa-labirinto

você passeia sereia nua

colho poemas colho uvas

raios de sol de lua

anseio pelas chuvas

que refrescam nosso amor

mais e mais o acentuam...


RIKOLTO

kiam mi surpaŝas sekajn foliojn

falintaj el tiu arbo

mi iĝas besto

mi iĝas birdo

mi iĝas simi'

kakto fiŝo anemon'

pterosaŭro pedik-ovo limak'

mi iĝas insekto

serpento batrako amfibio

estas mi raŭpo kulo

pupo krizalido abelo

naturo kulturo sistemo

eniras eliras el temo

oscilas flirtas

el egocentra sistemo

venas ekosistemo

nun mi min sentas

punkton for de l’ kurbo

en la nova labirinto-domo

vi promenas sireno nuda

rikoltas mi poemojn vin-berojn

radiojn de sun’ de lun’

sopiregas mi pri pluv’

refreŝiga al nia am’

pliakcentiganta ĝin...

VOJAĜO - VIAGEM

 


[imagem criada por IA]


VOJAĜO

muzikvojaĝo svingado

de l’ tuta korpo

tra lando poezia de vorto

harmonia

 

korpa teritorio grundo fekunda

ritma historio abundo hirunda

flugo tra blu’ muziki plie 

muziki plu!


VIAGEM

viagem musical gingado 

total corporal

terra de poesia palavras

em harmonia

 

território corporal solo fecundo

ritmo e história

andorinhas abundam

voo no azul musicar mais 

musicar junto!

AUTORRETRATO - MEMPORTRETO


Imagem relacionada

AUTORRETRATO

da selfie ao Self, oceânica distância

de mim a ti, dança
de mim a Deus fé preciso
de mim a ti, riso.
     este autorretrato, sorriso!!!

********


MEMPORTRETO

de selfie al Self, oceandistanco

de mi al vi, danco
de mi al Di’, fido
de mi al vi, rido.     
     ĉi memportreto, rideto!!!

AMANTO - RICARDÃO

 


AMANTO 
ne faras mi versojn kiel mortanto 
nek versojn faras nenion faras 
simile almenaŭ al iu mortanto 
nur versojn faras kiel vivanto 
kun subpremoj kelkaj misfaroj: 
versojn mi faras kiel kuranto 
tiom malatenta kiu tamen 
ĉion perceptas jam sensurprize 
kvazaŭ ene de granda ebrio 

ne kantas mi morton nur vivon kantas 
rozon kaĵolas kaj margareton 
kaj najbarinon de 105 
sed nur post la diant-foriro 
mi flaras rozon ŝin senpetaligas 
ege zorgeme sen veki lin 
pro ajna trouzo ajna ĵaluzo 


RICARDÃO 
não faço versos como quem morre 
nem versos faço nem faço nada 
que ao menos seja como quem morre 
só faço versos como quem vive 
com atropelos com desencanto: 
eu faço versos como quem corre 
tão desatento e no entanto 
tudo percebe já sem espanto 
como se dentro de um grande porre 

não canto a morte, só canto a vida 
e canto a rosa e a margarida 
e a vizinha do 105 
mas só depois que o cravo sai 
eu cheiro a rosa e a despetalo 
muito cuidado sem despertá-lo 
em seu ciúme

CHRONOS-KAIRÓS

  KHRONOS’-KAIROS’ Funcionas no modo Chronos , meu coração, no Kairós . Ainda assim, somos, amo você em nós. Encarnas o princípio do dever n...