Dulingva poezia blogo, kompromise kun beleco, harmonio, filozofio, kulturo, simpleco, amo al humanisma Arto.
27/02/2026
DESCASCAR ESSE ABACAXI
14/02/2026
PEPITA DE OURO - OR-GRAJNO
PEPITA DE OURO
1
a inquietação persiste parecendo luz inquieta
com seu dedo em riste
nas feridas do poeta
no seu canto insiste sua voz é incompleta
e o poeta assiste
sua sombra se faz seta
o que falta? o que sobra?
o que acontece? O que se precipita?
do insondável vem a obra?
o que tanto assim me agita?
como isso se desdobra?
tem ouro nessa pepita?
2
assim como o texto esconde na medida em que aparece
nessa medida responde:
embora luz, obscurece
esse alívio vem de onde? o que se espalha se junta?
poema jamais responde?
poesia é só pergunta?
com que o alívio parece
como se junta ou se espalha?
se poema enfraquece?
onde reside a falha?
tendo ouro nessa prece
poesia vence a batalha
OR-GRAJNO
1
daŭras iu malkvieto ŝajnas malkvieta lum’
jenas fingro en akuz’
sur la vundoj de l’ poeto
per sia kanto insisto sia voĉo nekompleta
videblas poeta ago
kies ombro iĝas sago
kio mankas? troas kio? kio staras? falas kio?
venas verko el mister’?
kio ĉe mi, agitiĝo? kiel tioma vastiĝo?
en or-greno ĉu trezor’?
2
ne ĉion la teksto montras aperas io estonta
ekestas jen io kura pro tio venos respondo:
ĉu eble lum’ obskura?
el kie la malakrig’? post-disiĝ’, kuniĝas io?
poem’ ĉu respondas iam?
nur demand’ ĉu Poezi’?
malakrig’ similas kio?
ĉu kuniĝ’ iel disiĝas?
la poem’ ĉu malfirmiĝas?
se manko, ho kie ĝi?
en preĝ’, ĉu oro, ĉu kio?
batalon venkas poezi’?
04/02/2026
INGÊNUIDADE DIGITAL - CIFERECA NAIVECO
No Ano da Graça de 1949
nasci analógico
mas, para minha desgraça
me querem digital
minha crise de identidade
vem e-digital fulano de tal
já meio atônito constato
sem enleio meu correio eletrônico
se chama imeio
do original e-mail
antiga a CNH botou pra quebrar
virou e-CNH e nesse imbróglio
eu que nasci analógico
me vejo analfabeto digital
sigo trôpego bêbedo
no piscar digital
do meu percurso analógico
ilógico quase tetraplégico
ser analógico já não conta
criptografado de ponta a ponta
por mais que erre
ao apontar a câmera
num código-QR
CIFERECA NAIVECO
En la Ano Domine 1949
naskiĝis mi analogia
sed, malfeliĉe
oni min volas cifereca
mia krizo identeca
tiu e-cifereca tiulo
duon-surprizita sin konstatas
sen ravo mia retadreso
nomiĝas “imeio”
originale e-mail
antikva la “CNH” furoris
kiel e-CNH: en tiu konfuzo
naskiĝinta analogia
mi min vidas cifereca naivulo
iras mi ebria stumbla
dum la cifereca palpebrumo
de mia analogia irvojo
mallogika preskaŭ kvadriplegia
esti analogia ekstermodiĝis
absolute kriptografita
eĉ se plu eraras
cele de mia kamerao
al QR-kodo
30/01/2026
OLHAR POÉTICO Ainda estou aqui! - POEZIA RIGARDO Ankoraŭ mi estas ĉi tie!
OLHAR POÉTICO Ainda estou aqui!
14/01/2026
SEGREDO SEKRETO
SEGREDO
Menin, Sem-Noção, Dorvalino
três
inseparáveis amigos?
Só
dois? o outro, só apelido?
A
pergunta mesma, Sem-Noção.
Dorvalino
– dor e orvalho –
preferia
a madrugada, a orgia
ao
trabalho – alguém mais?
Menin
– o menino que pintava o acontecer –
se
perguntava, agora rapaz,
“o
que vou ser, o que vou ser?”
“Menin,
você já é! Você já é!”
Sem-Noção ao amigo devolvia a paz:
“Quem
de nós é apelido, cognome?”
Dorvalino
num poema respondia:
“Não
sei se sou eu – mas, me consome
o
envelhecer, essa dor tardia.”
Na
senectude não pensa a juventude,
agora
chegado, o envelhecer ardia:
envelhecer
– a ele não se alude
mas,
traz consigo algum medo.
“Tio
Velho, como é fazer 100 anos?
qual
o segredo, qual o segredo?”
Respondia sem embaraço:
“Não sei! É
a primeira vez que faço.
Vai
vivendo, vivendo e não pensa.
Medo
do ataúde? Não! Fiz o que pude!”
Cheio de atitude:
“Convocarei
uma coletiva de imprensa,
revelarei
do centenário o meu segredo”
E
ante câmeras e microfones revelou sem medo:
“Muito simples, meu jovem! É só não morrer cedo!”
Acrescentou, bom-humor elegante:
“É só não morrer antes!”. Cravou matreiro:
“Celebre
Sua Excelência o coveiro,
mas,
siga vivendo o seu segredo
(que
não se revela a ninguém)
“Como
viver, passar dos 100?”
- “É só não morrer cedo! É só não morrer cedo!"
E como passarinho beliscou sua taça de vinho!
SEKRETO
Menin, Sen-Nocio, Dorvalino,
ĉu tri neaparteblaj amikoj?
ĉu du? la alia, nur alnomo?
La demando mem, Sen-Nocio.
Dorvalino – dolor’ kaj roso –
preferis frumatenojn, orgion
al la laboro – ĉu iu plu?
Menin: la knabo kiu pentris l’ okazantaĵon –
sin demandis, nun junul’,
“kio estos mi, kio estos mi?”
“Menin, jam vi estas! Jam vi estas!”
Sen-Nocio al l’ amiko redonis
la pacon:
“Kiu el ni estas alnomo, krom-nomo?”
Dorvalino respondis per poemo:
“Ĉu mi, mi ne scias – sed, min konsumas
la maljuniĝo, malfrua doloro.”
Pri maljunaĝo ne pensas gejunuloj,
nun alveninta, maljuneco
ardis
maljuniĝo – al ĝi neniu aludas
sed, tio portas certan timon.
“Onklo Oldulo, kiel ŝajnas 100-jariĝi?
kiu la sekreto, kiu la sekreto?”
Sen-tiklece li respondis: “Mi ne scias!
Unuafoje nun mi 100-jariĝas.
Nur vivu, nur vivu, ne tro pensu.”
“Ĉu ĉerkon pritimi? "Ne! Mi faris la plej bonon!”
Plene je sinteno:
“Mi kunvokos kolektivan
intervjuon,
Rivelos pri l’ 100-jariĝo mian sekreton”
Antaŭ kameraoj kaj mikrofonoj
sentime diris:
“Tre simple, kara junul’! Sufiĉas ne frue morti!”
Elegante aldonis bon-humora:
“Sufiĉas ne frue
morti!”
Kaj ruze: “Celebru Sian Moŝton la tombiston,
sed, daŭre vivu la sekreton
(al neniu rivelinda)
“Kiel vivi pli ol 100-jariĝo?”
- “Sufiĉas ne frue morti!”,
kaj kiel birdeto trinketis sian kalikon da vino!
01/01/2026
APORIA II APORIOII
APORIA II
Tem essa pele que arde e coça,
mãos e unhas assassinas
raiva sem nome sem tino
essa carnificina
Olhar assustado do menino
a virar moço, suor, esforço
pra ser o primeiro da classe
ah! se o rapaz falasse:
por que tanto alvoroço?
onde o fim do poço?
onde enfim o desenlace
desta e de tantas batalhas?
ao primeiro da classe
restam o peito, as medalhas.
todo o bônus, todo o crédito
naquele mote militar: ao primeiro lugar
"honra ao mérito"
Ao menino desejo o melhor
ao moço menos alvoroço
ao rapaz, agora adulto,
nesse Natal, o indulto:
ser compaixão, amor adulto
sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo,
sinto muito, sinto muito!
APORIO II
Jen tiu haŭto ardas, jukas,
murdantaj manoj, ungoj,
sennoma freneza kolero
tiu multmortigo
Ektimiga rigardo de l' knabo
preskaŭ junul', ŝvito, penado
por esti la unua de l' klaso
ha! se parolus la junulo:
kial tioma konfuzo?
kie la fino de l' puto?
kie finfine la solvo
de tiu, tiomaj bataloj?
a la unua de l' klaso
restas la brusto, medaloj,
ĉiu profito, kredito
en tiu milita devizo: a la unua ulo
"honoro al merito"
Al la knabo plej bonon deziras mi
al junul' malpli da konfuz'
al junul', nun plenkreskul',
ĉi-Kristnaske, la amnestion:
iĝi kompato, matura amo
mi multe sentas, min pardonu, dankeme amas vin,
mi multe sentas, multe sentas!
IMPRUDÊNCIA MALPRUDENTO
IMPRUDÊNCIA
(Ao compositor Belchior, in memoriam)
Tão ensimesmado tão ensimesmado
deu por si, o caminhão:
acabou atropelado na contramão
por auto não identificado.
Sumiu nas asas da escuridão
e no pedido de socorro
o mote ali a seu lado:
Tenho sangrado demais
Tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri
Mas esse ano eu não morro
Coração em festa, admitiu-se errado:
resposta a mais honesta
mora na luz da alma
vem num sussurro vem calma
água descendo morro
se aninha em qualquer fresta:
Tenho sangrado demais
Tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri
Mas esse ano eu não morro
Se a pele é palha seca
nela ponho fumo de rolo
acendo pito: vem pitar aqui mais eu
tirou a roupa (me compreendeu)
a companheira me atende
e acende o pito na fogueira
a preguiça de pronto escorro:
Tenho sangrado demais
Tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri
Mas esse ano eu não morro
MALPRUDENTO
(Al komponisto Belchior, in memoriam)
Tiom enmemiĝema tiom enmemiĝema
kaj subite, kamiono.
Finiĝis kontraŭdirekte trafita
de aŭto ne identigita.
Forpereis flugile de la mallumo
en la helpopeto liaflanke la moto:
Mi sangadis tro
Mi ploradis tro kaj tro
Pasint-jare mi mortis
Sed ĉi-jare ne mortos
Festema konsentis la koro pri l’ trompiĝo:
respondo la plej honesta
loĝas lume de l’ animo
susure venas kviete venas
akvo la monton descendas
nestiĝas en ajna fendo:
Mi sangadis tro
Mi ploradis tro kaj tro
Pasint-jare mi mortis
Sed ĉi-jare ne mortos
Se l' haŭto iĝas seka pajlo
sur ĝi la fumon mi metas
bruligas pipon: venu fumi ĉe mi
senvestiĝas ŝi (min komprenis)
amatino min atencas
rebruligas la pipon en la fajro
mia pigro tuj elfluas:
Mi sangadis tro
Mi ploradis tro kaj tro
Pasint-jare mi mortis
Sed ĉi-jare ne mortos
29/12/2025
PROFESSOR ESTRESSADO STRESIĜA INSTRUISTO
PROFESSOR ESTRESSADO
Professor colega meu, cujo nome não quero revelar, aturou o quanto pôde a balbúrdia de alunos rebeldes do CMRJ, o Colégio Militar do Rio de Janeiro, de súbito interrompeu a aula e decretou em tom de ameaça:
-- Todos vocês tirem uma folha do caderno e guardem todo o material. Não quero ouvir mais um pio. Vocês estão sob V. I., a temida Verificação Imediata, instrumento de avaliação prevista no Regulamento. Consistia numa arguição oral, prova escrita, redação cujo tema na última hora o Professor revelaria. E completou:
-- Vocês terão que fazer uma redação nesses últimos minutos que faltam. Escrevam no alto da folha nome, número, turma e a data. O tema é "Como militar na vida civil". Comecem.
Começou a comoção. O silêncio cobria com letras trêmulas as trinta linhas sobre o papel.
-- Quem terminar poderá sair para o intervalo. Em silêncio! Amanhã trarei as notas.
No dia seguinte o Professor mostrou aos colegas as notas a serem anunciadas momentos depois e relatou o episódio. Enxurrada de nota zero, dois e meio, três. A melhor nota teria sido quatro. Já estava ensaiado o que diria. Elogios não eram.
STRESIĜA INSTRUISTO
Instruisto kolego mia, kies nomon mi ne diru, eltenis kiom li povis la konfuzegon de ribelemaj lernantoj de CMRJ, Colégio Militar do Rio de Janeiro (Milita Lernejo de Rio de Ĵanuaro). Subite li interrompis la klason kaj dekretis en minaca tono:
-- Vi ĉiuj prenu paperfolion kaj gardu la ceteran materialon. Mi volas aŭdi ne plu vorto. Vi estas sub V. I., la timema Tuja Kontrolilo, instrumento de taksado laŭ la Regulamento. Konsistas ĝi buŝa ekzamendemando, skriba ekzameno, redaktado kies temo lastmomente la Instruisto anoncos. Kaj aldonis:
-- Vi faros redaktadon dum tiu lastaj dek minutoj. Skribu sur la supro de la paperfolio la nomon, numeron, klasnumeron kaj la daton. La temo estas "Kiel militi en la civila vivo". Komencu.
Komencis la komocio. Silento kovris per tremaj leteroj la unuajn tridek liniojn sur la papero.
-- Kiuj finos povos eliri por la intertempo. Silente! Morgaŭ mi portos la notojn.
La sekvantan tagon la Instruisto montris al kolegoj la notojn kaj relatis la epizodon. Torento da notoj nulo, du kaj duono, tri. La plej bona estus kvar. Jam preparis la dirotajn vortojn. Neniu laŭdo.
27/12/2025
CARTA-ABERTA: a Única Revolução MALFERMA-LETERO: la Sola Revolucio
CARTA ABERTA: a Única Revolução
Querido P. P. N.:
Como sabe, sou sua mestra. Pedagogia
é minha profissão e às vezes sou bem severa, como tem percebido. Meu método de
trabalho pode ser bem rigoroso. Não pense que é castigo, punição, algo parecido.
Meu compromisso foca resultado. Quero o melhor para você. Assim, mesmo que eu
pareça dura, áspera, áspera, áspera como a sua pele, tenha paciência. É para o
teu bem.
Paulo, você notará que suas
questões emocionais, manias, características, dificuldades, dores acabarão
sendo conhecidos. Com isso aprenderá muito sobre si mesmo. Não direi que será
um caminho fácil. Aliás, serei franca, tem horas que poderá bater desânimo, muito
desconforto, dor, desespero. Mas, nada que possa destruir você. Sua educação
pela pedra, como diria o poeta João Cabral. A sua Única Revolução – diria Krishnamurti.
O processo será duro, mas bastante educativo. Enfim, autoconhecimento, autodescoberta.
Como sua mestra, lhe darei alguns recursos, que desenvolverá com o tempo.
Teríamos ainda muito o que
conversar. Jamais será conversa mole pra boi dormir. Aprenderemos muito um com
o outro segundo nossas peculiaridades. Topa? Tem coragem? Para o seu bem. Vamos
nessa?
"sua" Psoríase
MALFERMA LETERO: la Sola Revolucio
Estimata P. P. N.:
Kiel vi scias, mi estas via majstro. Pedagogio estas mia profesio kaj foje mi estas
sufiĉe severa, kiel vi perceptadis. Mia labormetodo povas esti tre rigora.
Ne pensu esti admono, puno, io tia. Mia kompromiso fokusas rezulton. Plej bonon por vi mi volas. Tiel, eĉ se
mi ŝajnas dura, akra, akra, akra kia via haŭto, paciencu. Tio celas vian plej bonon.
Paŭlo, vi scios, ke viaj emociaj aferoj, manioj, karakterizaj tajtoj, malfacilaoj, doloroj fine estos konataj. Tial vi multe lernos pri vi mem. Mi ne diros, ke per facila vojo. Nu, sincere, foje venos senkuraĝo, tre malkomforto, doloro, malespero. Sed, nenio detrua. Via perŝtona edukado, dirus la poeto João Cabral[PP1]. Via Sola Revolucio – dirus Krishnamurti. Dura proceso, sed sufiĉe eduka. Fine, eltrovo, memkono. Kiel via majstro, mi donos al vi kelkajn rimedojn, kiujn vi siatempe disvolvos.
Restas multe por babili,
sed neniel bovlula klaĉado. Ni lernos multe unu de la alia laŭ niaj apartaĵoj. Ĉu vi kuraĝas? Por via plej bone. Ek!
Ame,
"via" Psoriazo
[PP1]João
Cabral de Melo Neto, fama brazila poeto, konata pri sia preciza stilo kaj koncepto de “ŝtona edukado”, kiu valorigas la rigoran lernadon kaj memkonon.
SORRISO RIDETO
SORRISO
Sem sair de Si mesmo
Quem sou viajou a esmo
E se entornou no caminho
E se entortou no espinho
Se divertiu como nunca
Se serviu na espelunca
Tropeçou torceu o pé
De Si mesmo se afastou
Em busca d'Aquele que é:
“Nada mais, aqui não dá pé!"
Perto de perder o siso
Respirou como é preciso:
Eu Sou abraça quem se
tornou
(a viagem de si a Si-Mesmo)
Quando deu por Si,
Eu Sou – abraço e sorriso!
RIDETO
Sen eliri el Si mem
Kiu mi estas hazarde vojaĝis
sin verŝis tra la vojo
sin tordis sur la dornoj
sin distris kiel neniam
sin servis en drinkejaĉo
stumblis tordis piedon
el Si mem foriris
serĉe al Tiu kiu estas:
“Naĝu plie, ne travadu ĉi-tie!"
Preskaŭ la saĝon perdinte
kiel necese spiris:
Mi Estas brakumas kiun li iĝis
(vojaĝi de si al Si-Mem)
kiam konsideris al Si,
Mi estas – brakumo, rideto!
TERROR - TERURO
TERROR Acordara com aquela vontade estranha. Queria porque queria ver filmes de terror. Percorreu as sinopses disponíveis: Netflix, Pr...
-
NUANCE sinto nuances no espectro dos sentidos de cada palavra sei conotações e aspectos ainda os mais sutis de quem as debulha e...
-
CHAMA TRINA Inspiro Luz, retenho Vida, exalo Amor! Inspiro oito, retenho oito, exalo oito, Sempre que d'Isso me lembrar Reluz ...
-
LIBERA Libera je ajna ligo je ajna tempo mi pace foriras libera el pasinteco libera el estonteco mi vivas kaj spiras en ĉi tiu est...