Dulingva poezia blogo, kompromise kun beleco, harmonio, filozofio, kulturo, simpleco, amo al humanisma Arto.
28/02/2026
SUNE - SOB O SOL
PRONOMES DEMONSTRATIVOS EM PORTUGAL - PORTUGALAJ MONTRILOJ
PRONOMES DEMONSTRATIVOS EM PORTUGAL
Se tudo vibração,
energia em movimento,
o que então essa quinta dimensão?
Essa quinta dimensão longe
do falante estará,
nesta quinta dimensão vivo nela desde já.
longe aquela quinta dimensão:
5D soa pura poesia, soa mundo real?,
poema sem compaixão?
autopista, velocidade,
mas muito escorregadia,
sem freio perco a calma,
ao vento mais uma folha:
essa? esta? aquela?,
sempre sua a decisão.
você sua indeciso – a
escolha, sempre sua!
pronome – questão de uso,
estado mental – cônscio? confuso?
esta? essa? aquela? – a escolha, sempre sua!
PORTUGALAJ MONTRILOJ
ĉio nur vibro, moviĝanta energio,
kio, tiu kvina dimensio?
tiu kvina dimensio el parolanto ja for,
ĉi tiu kvina dimensi' ĉu loĝeja favor’?
pli diste tiu for dimensio
5D tiu-ĉi sonas pura poezio, ĉu reala la mondo?
ĉu senkompata poem'?
ultrarapida ŝoseo, tamen multe
pli glitiga,
senfrene, malkvieto, ĉe vento nura folio:
ĉu tio? tio ĉi? tio for? ĉiam decido via.
ŝvite sendecide – la elekto,
ĉiam via!
pronomelekto – laŭ uzo
konscinivelo – ĉu konscio? ĉu konfuzo?
ĉu tio? tio ĉi? tio for? ĉiam decido via!
DEFASAGEM - MALAKORDO
DEFASAGEM
Ano da graça: 1949 me sinto um urso
nascido
analógico por desgraça
me
querem digital no ano em curso
crise de identidade agora e-digital,
fulano de tal constato atônito
sem
qualquer enleio: meu correio
é
eletrônico, se chama imeio:
em inglês, e-mail
antiga a CNH esnoba
agora e-CNH nesse imbróglio
eu,
nascido analógico, me vejo
completo
analfabeto digital
bêbado, pisca meu percurso
analógico,
ilógico, tetraplégico:
ser
analógico já não conta
criptografia
de ponta a ponta
por mais que erre a câmera
aponta o código de barra
em farra, agora código QR!
MALAKORDO
Graca jaro: 1949 min sintas mi urso
naskiĝinta analogia, malfeliĉe
min oni volas cifereca dum la jar’ en kurso
identeca krizo nun e-cifera,
iu ajn mi konstatas konfuza
sen ajna ravo: mia poŝto
ja ret-poŝto nomiĝas
“imeio”:
en la angla e-mail
eksmoda stirpermisilo freneze
iĝis e-permisilo en tiu imbróglio
mi, naskiĝinta analogia, min perceptas
tute cifereca analfabeto
mi stumblas ebria
dum la cifereco de mia irvojo
analogia, senlogika, paralizata:
esti analogia ne gravas
de pinto al pinto kriptografio
ju pli malprave
kamerao sin direktas al stri-kodo
mi troas: nun pli moderna kodo!
ORGANISMO - ORGANISMO
ORGANISMO
Sou organismo entre organismos
quisera ser mais orgânico
menos ismos
Organismo que bebe água
transmuta ar terra
essência em fogo
Quisera ser mais orgânico
água terra ar sem tóxico
fogo a temperar o ânimo
Sou organismo e cismo
pouco me abala
organismo de pouca fala
Quisera ser mais sano
que insano
menos alvo seta
mais corpo menos mente
inquieta
Mais orgânico menos tóxico
que poeta
menos teorema, enfim, poema!
mais amor menos doença
menos pensamento:
ser poeta e ser poema
é que compensa!
Eu Sou a Faísca Divina
que manifesta riqueza infinita.
Tudo que eu preciso já está a caminho.
Nada falta. Eu Sou a plenitude!
ORGANISMO
Inter organismoj mi estas organismo
la deziro esti pli organika
malpli ismo
Organismo kiu akvon trinkas
transmutacias aeron teron
esence fajro
Deziro esti pli organika
akvo tero aero sen tokso
fajro hardanta l’animon
Estas mi organismo, sismo
malmulte min skuas
organismo de parol’ malmulta
Deziro esti pli sana ol insana
malpli celo sago
pli da korpo malpli malkvieta menso
pli da ekologio malpli tokso
ol poeto
malpli teoremo, fine, poemo!
Pli da amo malpli malsano
malpli da penso:
esti poeto kaj poemo
jen kompenso!
Mi Estas la Dia Sparko
manifestanta senfinan riĉecon.
Ĉio kiun mi bezonas jam survojas.
Nenio mankas. Mi Estas la pleneco!
POESIA E CIÊNCIA/ POEZIO KAJ SCIENCO
POESIA E CIÊNCIA
Ciência
toda humana
flerta
o previsível
prediz:
Natureza engana
brota
o indizível
Poesia
gera o inefável
improvável
o poema pena
bico
de pena inimaginável
Poesia
baila no risco
entorta
o intragável
olho
que tudo vê
improvável
onde pisca cisco
POEZIO KAJ SCIENCO
Scienco plene homa
antaŭvideblon flirtas
antaŭvidas: naturo trompas,
nedireblo ĝermas
Poezio nedireblon naskas
malprobabla, poem’ suferas
neimagebla plumbeko
poezio bailas sur risko
nemanĝeblaĵo tordiĝas
malprobabla ĉion-vida okulo
kie aĵeto blinkas
CONCLAVE DE GENERAIS, CONCHAVO DE CARDEAIS? - ĈU KONKLAVO DE GENERALOJ, KOLUZIO DE KARDINALOJ?
CONCLAVE DE GENERAIS? CONCHAVO DE CARDEAIS? (*)
Arte imita a Vida, que imita a Arte,
que imita a Vida,
que imita a Arte?
Qual o todo qual a parte?
À parte a sétima arte revela:
conclave é com chave?
Conchavo com chave é?
À poesia qual papel?
Generais cardeais deram tiro no pé?
Uns formam suas igrejas no seio da Madre Igreja
Outros cumprem papeis escalam escadas
no seio de quarteis das forças armadas.
Alguns algumas desalmadas desamadas
querem população armada.
Meninos, meninas eu vi: Ainda estou aqui
No conchavo também vi: Conclave
cardeais se querem Papa, se querem comandantes
generais. Mas, no Carnaval e na Vida,
desce o povão das gerais
desce e toma posse da Avenida.
Atônitos cardeais e generais
(Igreja? quartéis?)
entoam uníssonos hinos?
É a Vida e é bonita, e é bonita!
ĈU KONKLAVO DE GENERALOJ, KOLUZIO DE KARDINALOJ? (*)
Arto imitas ĉu Vivon, kiu imitas Arton,
kiu imitas Vivon,
kiu imitas Arton?
Kiu la tuto, kiu la parto?
Aparte ion rivelas
la sepa arto:
ĉu konklavo?
ĉu ŝlosilo?
Ĉu ŝlosila koluzio?
Kiel rolas
poezio?
Generaloj
kardinaloj ĉu sin pafis surpiede?
Iuj eta eklezio
sine de l’ Patrina Eklezio
rolas ili grimpi
eskalojn sine de armeaj kazernoj
Aliaj, barbaraj,
malamataj, pretendas
la popolon
armata?
Knaboj,
knabinoj, tion vidis mi:
Ankoraŭ
mi estas tie-ĉi
Koluzie en Konklavo
kardinaloj sin volas Papo,
sin volas komandanto generaloj.
Sed, en
Vivo, en Karnavalo,
el ĉielo envenas popolo
enveninte avenuojn ekposedas.
Konsternataj kardinaloj generaloj
(ĉu Eklezie? ĉu Kazerne?)
unutone himnojn kantas?
Jen Vivo
kiom bele kia belo!
(*) Poemo verkita post la spektado de du premiitajn filmojn: Ainda estou aqui kaj Conclave.
CALEIDOSCÓPIO DE INVENÇÕES: o menino, o avesso e o rabisco - COLETÂNEA DE POEMAS BILÍNGUES -DULINGVA POEMARO - Pt-Eo
Olá, pessoal,
Fique de olho!
Vem aí meu terceiro livro da trilogia "Percurso às avessas". Lançamento previsto para o início do 2º Semestre de 2026. Título: "CALEIDOSCÓPIO DE INVENÇÕES: o menino, o avesso e o rabisco", coletânea de poemas bilíngues (Pt-Eo). Anote aí!
PAULO P NASCENTES
Saluton, geamikoj!
Atentu bone!
Survojas mia tria libro de la grupo "Percurso às avessas" ("Kontrauflua Irvojo"), okazanta la Duan Semestron de 2026. Titolo: "KALEIDOSKOPO DE INVENTOJ: la knabo, kontraŭo kaj la strekaĉo", kolekto da dulingva poemoj (Pt-Eo). Notu!
PAULO P NASCENTES
27/02/2026
DESCASCAR ESSE ABACAXI
14/02/2026
PEPITA DE OURO - OR-GRAJNO
PEPITA DE OURO
1
a inquietação persiste parecendo luz inquieta
com seu dedo em riste
nas feridas do poeta
no seu canto insiste sua voz é incompleta
e o poeta assiste
sua sombra se faz seta
o que falta? o que sobra?
o que acontece? O que se precipita?
do insondável vem a obra?
o que tanto assim me agita?
como isso se desdobra?
tem ouro nessa pepita?
2
assim como o texto esconde na medida em que aparece
nessa medida responde:
embora luz, obscurece
esse alívio vem de onde? o que se espalha se junta?
poema jamais responde?
poesia é só pergunta?
com que o alívio parece
como se junta ou se espalha?
se poema enfraquece?
onde reside a falha?
tendo ouro nessa prece
poesia vence a batalha
OR-GRAJNO
1
daŭras iu malkvieto ŝajnas malkvieta lum’
jenas fingro en akuz’
sur la vundoj de l’ poeto
per sia kanto insisto sia voĉo nekompleta
videblas poeta ago
kies ombro iĝas sago
kio mankas? troas kio? kio staras? falas kio?
venas verko el mister’?
kio ĉe mi, agitiĝo? kiel tioma vastiĝo?
en or-greno ĉu trezor’?
2
ne ĉion la teksto montras aperas io estonta
ekestas jen io kura pro tio venos respondo:
ĉu eble lum’ obskura?
el kie la malakrig’? post-disiĝ’, kuniĝas io?
poem’ ĉu respondas iam?
nur demand’ ĉu Poezi’?
malakrig’ similas kio?
ĉu kuniĝ’ iel disiĝas?
la poem’ ĉu malfirmiĝas?
se manko, ho kie ĝi?
en preĝ’, ĉu oro, ĉu kio?
batalon venkas poezi’?
04/02/2026
INGÊNUIDADE DIGITAL - CIFERECA NAIVECO
No Ano da Graça de 1949
nasci analógico
mas, para minha desgraça
me querem digital
minha crise de identidade
vem e-digital fulano de tal
já meio atônito constato
sem enleio meu correio eletrônico
se chama imeio
do original e-mail
antiga a CNH botou pra quebrar
virou e-CNH e nesse imbróglio
eu que nasci analógico
me vejo analfabeto digital
sigo trôpego bêbedo
no piscar digital
do meu percurso analógico
ilógico quase tetraplégico
ser analógico já não conta
criptografado de ponta a ponta
por mais que erre
ao apontar a câmera
num código-QR
CIFERECA NAIVECO
En la Ano Domine 1949
naskiĝis mi analogia
sed, malfeliĉe
oni min volas cifereca
mia krizo identeca
tiu e-cifereca tiulo
duon-surprizita sin konstatas
sen ravo mia retadreso
nomiĝas “imeio”
originale e-mail
antikva la “CNH” furoris
kiel e-CNH: en tiu konfuzo
naskiĝinta analogia
mi min vidas cifereca naivulo
iras mi ebria stumbla
dum la cifereca palpebrumo
de mia analogia irvojo
mallogika preskaŭ kvadriplegia
esti analogia ekstermodiĝis
absolute kriptografita
eĉ se plu eraras
cele de mia kamerao
al QR-kodo
POESIA ALGUMA É PERFEITA - AJNA POEZIO PERFEKTAS
POESIA ALGUMA É PERFEITA Sei que poesia alguma é perfeita nem faz da perfeição destino ausência de liberdade é d esatino algumas é ...
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NUANCE sinto nuances no espectro dos sentidos de cada palavra sei conotações e aspectos ainda os mais sutis de quem as debulha e...
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CHAMA TRINA Inspiro Luz, retenho Vida, exalo Amor! Inspiro oito, retenho oito, exalo oito, Sempre que d'Isso me lembrar Reluz ...
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LIBERA Libera je ajna ligo je ajna tempo mi pace foriras libera el pasinteco libera el estonteco mi vivas kaj spiras en ĉi tiu est...